domingo, 31 de outubro de 2010

Sociedade dos Poetas Mortos.


“A Questão é saber se podemos permitir que o conhecimento se organize no e pelo indivíduo, em vez de ser organizado para o indivíduo.Carl Rogers. A frase cai como uma luva, para esse belíssimo filme que fala de relações humanas, pessoais e interpessoais. O filme proclama o ato de viver, de aproveitar a vida: Carpe Diem.

A chegada do professor, nada ortodoxo, Jhon Keating (Robin Willians), a tradicional e conservadora escola preparatória para jovens, a Academia Welton, em 1959, muda para sempre as vidas de um grupo de jovens. Keating incentiva os jovens ao espírito de liberdade de pensamento e de expressão, acreditando e confiando sempre nos seus alunos, ensina-os a nunca deixarem que seus pensamentos sejam pré-determinados, condicionados, mas sim que sempre usem o bom senso. Para Keating a verdadeira educação é a que induz o indivíduo a escolher o que gosta o que está dentro de si, e não o que lhe é imposto.

Com relação à ACP de Rogers, é nitidamente notada a idéia citada na frase acima, pois o professor permite que eles subam nas mesas, joguem futebol, utiliza citações de grandes nomes da literatura inglesa, como Henry David Thoreau, Walt Whitman e Byron, ministra aulas ao ar livre com o uso de belas imagens metafóricas, enfim pratica o aprendisado de uma maneira mais prazerosa e de certa forma positiva, pois leva seus alunos a fugirem totalmente dos paradgmas e “militarismo” da academia, o que causa alguns atritos dentro e fora do ambiente escolar.

Três cenas marcantes desse filme, que com certeza ficará na memória de muitos espectadores, foram: a cena do ínicio quando o professor chega na sala de aula, e para espanta dos alunos, manda que arrancarem as páginas de Introdução a Poesia de Pritchard, por alegar se tratar de um texto superado; a cena em que o personagem Neil (Robert Sean Leonard), confrontado pelo pai quando deseja seguir a carreira de ator, ao invés do tão sonhado desejo paterno de que ele siga a carreira militar, comete suicídio; e com certeza a cena final, quando Keating é expulso da academia, entra em sua sala para recolher seus pertences, e é homenageado pelos seus alunos mais chegados, que sobem nas mesas. A atitude dos alunos de respeito é mais forte do que os protestos do diretor, e comovem o professor Keating.

A trilha sonora perfeita (vencedora do prêmio BAFTA – Melhor Trilha Sonora) entra nos momentos certos e acrescenta emoção e entrosamento a cena; o cenário belíssimo muito realista, com uma direção de arte brilhante (Sandy Veneziano) torna fiel o período em que se passa a história.

Sociedade dos Poetas Mortos é além de um belo filme, uma lição sobre amizade, escolhas, liberdade de expressão, e o verdadeiro sentido da arte de educar e aprender.

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